Umas (bem) poucas palavras sobre o ‘fazer’…

Ah, já me ensinaram e disseram tanta coisa…
Um dia me ensinaram que a Cowparade não era arte. No dia seguinte, lá estavam as vaquinhas coloridas invadindo as ruas da cidade, alegrando as pessoas e mostrando a cara para quem quisesse ver. Se era arte ou não, pouco importava. O que estava valendo era a alegoria do projeto (’um delicioso orgasmo visual bovino’, como uma simpática velhinha me falou), mesmo que alguns tenham torcido o nariz para os patrocinadores.
Um dia também já me disseram que eu não era designer, nem ilustrador e tampouco artista (continuo, inconformado, procurando alguma definição para o que eu faço! Alguma sugestão?). Para uns, meu design era muito ‘artístico’. Para outros, minhas ilustrações eram muito ‘arte’. Já para outros, minha arte era ‘pouco engajada’… (essa palavra é muito bacana!)
Aí comecei a analisar um pouco as coisas que rolam por aí, nesse mundinho do design e das artes visuais. Vi que as pessoas se preocupam muito com as etiquetas. Com os rótulos das coisas. Mas elas se esquecem do principal: fazer!
O tempo foi passando e eu fui aprendendo. Como todo aluno limitado, não aprendi necessariamente o que me ensinavam, mas aquilo que eu conseguia ver e entender. E o que eu consegui ver e entender foi que a vida é um emaranhado de teorias, frases prontas e nomenclaturas complicadas, mas é possível sobreviver a isso tudo de maneira mais ou menos fácil. Basta ser simples. Acordar de manhã e achar uma maneira de colocar pão na mesa. Apenas trabalhar (uhu!).
Muito mais do que tecer críticas mirabolantes, é preciso fazer!

Caraca! Mas é simples assim?

Sim, é mais fácil do que parece!