Há uma necessidade imensa de se criar normas, disciplinar, fornecer diretrizes éticas, estabelecer patamares de preços e nortear a conduta dos profissionais do design. O quarto está bagunçado. É necessário que tomemos providências para arrumar a casa. É preciso que criemos condições para que nosso ambiente de trabalho seja mais justo e digno.
Infelizmente, o mercado consumidor dos nossos serviços fica proporcionalmente tão podre quanto as atitudes mesquinhas e de curto prazo tomadas por alguns profissionais. Assim, de nada adianta dizer que o próprio mercado se encarregará de excluir os profissionais de segunda linha quando ele é quem mais faz esse monstro crescer. Sempre haverá clientes dispostos a pagar valores absurdamente baixos para profissionais donos de trabalhos igualmente baixos.

É evidente a urgência de que entidades de classe (a ADG, no nosso caso) coloquem regras muito claras nesse jogo. É mais evidente e urgente, porém, que os profissionais tomem consciência do quão nocivo é atuar sem ética e sem visão holística num mercado que está crescendo sem aparente controle. Se continuarmos deixando o monstro crescer em razão do nosso egoísmo e da nossa mesquinhez, ele se voltará contra nós, destruindo um setor que nem bem acabou nascer.

Façamos das ‘ADGs’ um farol, mas cuidando sempre que nosso barco navegue sabendo de que lado é o Norte.

(Texto publicado na revista O Q Design - Copyright by Morandini

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